Conheça a metodologia ágil e saiba como aplicá-la na prática!

Tempo de leitura: 6 min

A metodologia ágil é a resposta dos profissionais de TI à tendência de engessamento das empresas em planos e ferramentas rígidas demais. Ela tem como ponto de partida o Manifesto Ágil, publicado em 2001. 

Nele, um grupo de programadores norte-americanos estabelece 12 princípios para aumentar a qualidade e a rapidez na entrega de softwares.

Trata-se, então, de um movimento contra os métodos tradicionais de planejamento e gestão? Não propriamente. Na verdade, o também chamado Agile Software foi pensado mais para dizer “programadores, vocês não precisam ser reféns do planejamento”.

Por isso, essa metodologia, fazendo jus ao seu nome, rapidamente se disseminou por outras áreas. Queremos que você a conheça e a aplique em seus negócios. Por isso, vamos esmiuçar neste artigo os conceitos e as técnicas envolvidas. Tenha uma ótima leitura! 

Afinal, do que se trata a metodologia ágil?

Toda empresa gostaria muito de ter aumento da eficiência sem que isso represente custos ou ter que seguir métodos com os quais não tem intimidade, concorda? O grande desafio está justamente em mudar uma concepção de negócios quando não se sabe bem o que vai acontecer.

Nesse sentido, a metodologia ágil trata de 4 princípios que facilitam bastante a implementação e a execução de projetos. São eles:

  • indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;

  • software funcional mais que documentação abrangente;

  • colaboração do cliente mais que negociação de contratos;

  • responder a mudanças mais que seguir um plano.

Perceba que esses princípios não vão necessariamente contra o planejamento e a obediência a um método, seja ele qual for. O que eles trazem de contribuição é colocar em primeiro plano os resultados e como eles afetam as pessoas envolvidas em projetos.

Qual o impacto para o gerenciamento de projetos?

Sejamos francos: quem nunca se sentiu perdido ao atender um cliente que não sabia o que queria? Independentemente do segmento, todos os profissionais do setor de serviços, mais dia menos dia, vão se deparar com essa situação.

Dessa forma, o Agile Software permite que negócios dos mais variados ramos sejam mais diretos em suas respostas junto aos clientes. Pela aplicação de seus conceitos e técnicas, é possível testar e validar produtos com muito mais objetividade. A teoria fica apenas como pano de fundo, deixando para o cliente apenas o que realmente interessa.

Naturalmente, isso gera uma melhora da comunicação significativa, já que, em vez de ideias e abstrações, os projetos passam a ser discutidos em cima de resultados práticos. Lembre-se, nesse caso, do segundo princípio da metodologia ágil: “Software funcional mais que documentação abrangente”.

Quais ferramentas utilizar nessa metodologia?

Embora o Agile Software tenha como base o conhecimento e o background dos profissionais de TI, não é difícil replicar suas ferramentas em outras áreas. A propósito, algumas delas não surgiram propriamente com o Manifesto Ágil, como é o caso do Kanban, que conheceremos mais à frente.

O que importa saber aqui é que, a partir da assimilação do conceito, o uso dessas técnicas pode ser adaptado. Um bom exemplo disso é o avanço da Metodologia Ágil no marketing, no qual ganhou um termo próprio, o Agile Marketing.

Fica, então, a sugestão de um pequeno exercício. Leia atentamente os próximos tópicos, veja como funcionam as ferramentas ágeis e tente visualizar um projeto em sua empresa sendo conduzido a partir delas. Provavelmente você vai se surpreender!

eXtreme Programming

Também conhecida no Brasil como programação eXtrema, ou pelo acrônimo XP, a eXtreme Programming não chega a ser uma ferramenta de uso recente. Os primeiros materiais descrevendo sua aplicação são de 1997, quando se tornou conhecida no “métier” de desenvolvedores de softwares.

Ela consiste, basicamente, em seguir três princípios, tendo em vista a máxima qualidade e considerando o feedback dos clientes. São eles:

  • clareza: retirar toda e qualquer função desnecessária;

  • comunicação: receber sugestões do cliente e, a partir disso, fazer testes nos produtos;

  • aperfeiçoamento: até que o produto/software esteja 100% pronto para ir ao mercado.

Scrum

Já a metodologia Scrum tem “pai assumido” e data de nascimento. Seu autor, Jeff Sutherland, a registrou em 1995, junto com o seu parceiro Ken Schwaber como um framework (estrutura) de trabalho. Inicialmente, foi adotada com entusiasmo pela indústria de softwares, mas não tardou a ser empregada em diversas outras áreas.

Poucas ferramentas alinhadas ao Manifesto Ágil levam tão a sério a questão da simplicidade quanto a Scrum. Afinal, seu ponto de referência é o “sprint”, que pode ser entendido como uma fração de um projeto a ser cumprida em, no máximo, 4 semanas.

Ao longo dessas semanas, os profissionais envolvidos no projeto devem se reunir diariamente. Nesses encontros, são tratadas eventuais pendências, melhorias a serem implementadas e tudo que possa vir a somar, desde que seja de ordem prática. Uma vez que um sprint é concluído, passe-se ao próximo até a conclusão do projeto.

Kanban

Desenvolvida pelos japoneses, a técnica Kanban é talvez a menos “ágil” das que foram abraçadas pelo Agile Software. De qualquer forma, essa impressão se desfaz rapidamente, se considerarmos que ela ajuda a acelerar os fluxos de produção.

Isso porque o Kanban consiste em um painel interativo, no qual cartões (kanban, em japonês) são posicionados em três colunas:

  • por fazer;

  • em andamento;

  • pronto.

Muito utilizado na indústria, é de grande utilidade para empresas nas quais os integrantes de equipes trabalhem de forma interdependente. Ao consultar o painel, é possível saber, por exemplo, como está o progresso de uma tarefa anterior. Dependendo do tempo decorrido e de quanto faltar, é possível tomar decisões sobre o que fazer.

Certamente outras ferramentas e técnicas podem ser aplicadas, considerando apenas os princípios do Manifesto Ágil. Vale destacar que sua função não é substituir o planejamento ou servir como pretexto para ignorar processos. Como vimos, ela apenas dá a devida importância ao que de fato interessa em uma atividade produtiva, ou seja, pessoas e resultados.

Nossa expectativa é que, com este artigo, você tenha tido uma noção mais abrangente do significado da metodologia ágil antes de implementá-la em seu negócio. Caso sua empresa ou uma parte dos seus colaboradores não faça ideia do que seja, não deixe de coletar seus feedbacks antes de avançar. Afinal, agilidade não é o mesmo que precipitação!

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